5 quebra-cabeças de obras de arte indianas para você montar: plataforma digital The Heritage Lab

O surgimento de Varaha. Credito: Wikipedia

Se você gosta de montar quebra-cabeças, aprecia arte, e tem curiosidade sobre a cultura indiana, tente esse desafio oferecido pela plataforma digital indiana The Heritage Lab, que conecta museus e o público por meio de campanhas e programas de engajamento. Uma das atividades disponibilizadas pela plataforma são quebra-cabeças de obras de artes famosas, que você pode montar pelo computador.

Aqui estão cinco obras de arte indianas, a explicação sobre cada uma delas e sobre seus autores, e os links para você montar o seu quebra-cabeça. Você pode tirar uma foto da tela e compartilhar o resultado no Instagram, com a tag @theheritagelab. Use a #MuseumJigsaw

Dicas para montar os quebra-cabeças:
Antes de começar, preste bastante a atenção na imagem original, mas você poderá sempre subir com o cursor do computador para olhar de novo a pintura. As peças do quebra-cabeças podem estar uma sobre as outras.

1.    O surgimento de Varaha, de Manaku

Varaha é um ser meio javali meio homem que surge como uma reencarnação do deus hindu Vishnu para lutar contra o demônio Hiranyaksha, que arrasta a deusa Terra para o fundo do mar. Essa história, representada em peças de arte, faz parte de muitas outras que compõem a mitologia indiana, na qual há frequentemente a luta entre o bem e o mal. Essa imagem foi pintada por Manaku, que viveu no século 18,  e integra a coleção do manuscrito Bhagvata Purana. O The Heritage Lab usou essa obra para o quebra-cabeça, em parceria com o Government Museum and Art Gallery Chandigarh, capital de dois estados indianos: Punjab e Haryana.

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2. Chaurapanchasika (50 versos sobre o ladrão), de Nanalal C. Mehta
Chaurapanchasika. Credito: Exotic Indian Art

A pintura de miniatura é de Nanalal C. Mehta (1894 – 1958) e tem como referência o poema em Sânscrito do século 11 “Chaurapanchasika” (50 versos sobre o ladrão). Os versos são sobre o amor proibido, a raiva e o ciúme. A obra é do poeta Bilhana, da Caxemira, e conta a história do amor secreto do ladrão, o autor, condenado à morte por se apaixonar por uma princesa. O The Heritage Lab traz essa obra para o desafio,  em parceria  com o Lalbhai Dalpatbhai Museum, de Ahmedabad, cidade do estado indiano do Gujarat. Essa obra foi traduzida para várias línguas. A tradução para o inglês, de 1919, do escritor e editor britânico Edward P. Mathers (1850 – 1924), ganhou o título de ‘Black Marigolds” e foi citada várias vezes pelo escritor americano John Steinbeck (1902-1968), em sua obra A Rua das Ilusões Perdidas (1945). 

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3. Yashoda & Krishna, de Raja Ravi Varma

Yashoda e Krishna. Credito: Amazon In

Essa é tida como uma das melhores obras do mestre Raja Ravi Varma (1848-1906), um dos maiores pintores da história indiana, nascido no antigo estado de Travancore, h0je Kerala (Sul da Índia). Representa uma cena famosa da infância do deus hindu Krishna, avatar de Vishnu. Yashoda, que criou Krishna, carrega o bebê nas costas. Na pintura, pode-se observar em Yashoda o olhar consciente da responsabilidade que repousa em seus ombros. O pintor, que mistura técnicas europeias com estética indiana,  se especializou em retratos mitológicos e históricos e foi patrocinado pelo Marajá de Travancore. Essa obra foi utilizada pelo The Heritage Lab em colaboração com a famosa galeria de arte indiana DAG.

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4. Sohni-Mahiwal, de  Sobha Singh

Sohni Mahiwal. Credito: Pinterest

Pintor do estado indiano do Punjab, Sobha Singh se caracterizou por suas representações de Gurus do Sikhismo (religião nascida na Índia no século 15, com Guru Nanak). Essa pintura simboliza o conto trágico de Sohni e Mahiwal, cuja estória de amor ocorre no século 18 em um vilarejo perto do Rio Chenab. Um comerciante do Uzbequistão, Izzat Baig (Mahiwal), se apaixona por  Sohni, filha de um ceramista, Por isso, ele decide não voltar para sua terra natal. Mas a família da moça força um casamento arranjado dela com outro homem. Mahiwal insiste em ficar perto de Sohni e os dois se encontram às escondidas. Mas acabam descobertos pela cunhada de Sohni. Uma armadilha fatal põe fim à vida de Sohni.

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Alimentando o papagaio.
Credito: Wikipedia

5. Alimentando o papagaio (Feeding the Parrot), de Pestonji Bomanji

Essa pintura reflete a cultura dos parsis (seguidores do Zoroastrismo, religião nascida na Pérsia) e sua imersão na vida indiana. A maioria dos seguidores dessa religião, que fugiram da perseguição na Pérsia, encontraram abrigo na Índia. Pestonji Bomanji (1851–1938), um parsi, pertencia à famosa escola de pintura realista Bombay School e costumava representar a vida de sua comunidade, inclusive utilizando familiares como modelos em suas obras. Assim, a mulher que alimenta o papagaio é a sua esposa, Jiloobai, e a criança, sua filha. Há um detalhe interessante nessa pintura, no alto à direita: uma impressão do pintor dos afrescos da caverna budista de Ajanta (realizados entre o século 2 a.C e 480 d.C), já que Bomanji trabalhou em um projeto de cópia dos murais. Ao trazer essa obra para o desafio do quebra-cabeça, o The Heritage Lab fez aqui uma parceria com o famoso museu CSMV Mumbai.

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— Equipe Beco da Índia

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