Quando a música indiana desembarcou no Ocidente

Ravi Shankar com a filha Anoushka em 2005

Em 1973, o guitarrista Harihar Rao estava em uma turnê com o maestro de sítara Ravi Shankar, seu mentor e amigo, quando encontraram Herrick Chapel, do Occidental College, na Califórnia. Essa viagem acabou inspirando Rao e Ravi Shankar a iniciar o Círculo da Música (The Music Circle), uma organização que ajudaria a introduzir artistas de música clássica indiana no Ocidente. Quarenta e cinco anos depois, o Círculo da Música ainda atrai audiências, conta Anu Kumar em matéria publicada no website indiano Scroll.

Harihar Rao (credito: Paula Rao
The Music Circle)

Nascido em 1927, em Mangalore (estado de Karnataka, na sul da Índia), Rao ajudou a fundar o Hindustani Jazz Sextet, banda pioneira na fusão de instrumentos clássicos indianos ao jazz. Nos anos 60, Rao recebeu uma bolsa para ensinar música e estudar jazz nos EUA.  Na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, lecionou por cinco anos. Em 1967, escreveu o livro “Introduction to Sitar”.

Na primeira colaboração de Rao com Ravi Shankar, ele tocou o dholak (instrumento de percussão indiano) para o álbum “Improvisations”,  em 1962, que incluía o tema composto por Shankar para o filme clássico “Pather Panchali”,  do grande cineasta bengalês Satyajit Ray.

A influência da música clássica hindustani na ocidental foi simbolizada  por George Harrison, que nos anos 60 tocou  sítara para o “Norwegian Wood”. A incrível versatilidade de Rao  e sua vontade de criar uma fusão da música do Oriente e do Ocidente – fizeram dele um inovador radical e um músico à frente de seu tempo.

— Equipe do Beco da Índia

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