Conheça a divindade hindu que simboliza a coragem e é capaz de encarar as situações mais difíceis

Estátua gigante de Hanuman em um templo famoso na capital da Índia. Crédito: Florencia Costa

Símbolo de força, energia e coragem. A Ásia nutre há séculos a ideia de um deus com corpo de macaco e, mais especificamente na literatura chinesa, de um rei-macaco. No caso da Índia, Hanuman é uma das mais populares divindades do panteão hindu, descrito como capaz de encarar situações difíceis. Assim, ele resgataria as pessoas de crises complicadas.

Hoje, 8 de abril, os indianos festejam o seu aniversário (ou jayanti, em Hindi). Neste ano, as comemorações na Índia foram bem diferentes porque está em isolamento social obrigatório, devido à pandemia do Coronavírus. Portanto, não houve festas públicas.

Hanuman é uma antiga divindade cujas descrições vem do século 4 a.C. Ele é citado nos dois principais épicos milenares da Índia: Mahabhárata e Ramayana, sendo que neste último essa divindade tem um papel fundamental.

Imagem de Hanuman dentro do templo de Nova Delhi. Credito: Florencia Costa

Filho de Vayu, deus védico do vento, Hanuman é representado frequentemente voando, como no Ramayana, onde ele lidera um exército contra o rei-demônio Ravana, que raptou Sita, a esposa do príncipe-heroi Rama, incarnação do deus Vishnu, da Preservação. Ele tem a habilidade de se expandir para o tamanho de uma montanha ou encolher para o de uma mosca. Quando o demônio Ravana feriu o irmão do príncipe Rama, Hanuman voou ara as montanhas para pegar ervas que o curariam.

Mas Hanuman — visto como uma combinação ideal de força, iniciativa heroica, assertividade e devoção — também frequenta outros textos antigos. O poeta Tulsidas (século 16), por exemplo, escreveu o Hanuman Chalisa, uma música devocional muito popular hoje na Índia por ser considerada um espécie de mantra poderoso de proteção contra todos os tipos de problemas.

Oferendas para a Hanuman do lado de fora de o templo. Credito: Florencia Costa

Hanuman teria influenciado uma figura literária muito popular na China – e que depois migrou para outros países da Ásia: o do rei- macaco, do popular clássico Macaco, uma Jornada para o Oeste, escrito no século 17 por Wu Chen’en. Essa obra refletiu as viagens de um real monge budista chinês que foi à Índia no século 7 para coletar escrituras sagradas do Budismo.  O macaco se transforma em um servidor fiel e protetor desse monge chinês, um papel que lembra o de Hanuman em relação ao príncipe Rama.

— Equipe Beco da India

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