Conheça as três princesas indianas da vacina, da corte de Mysore, a “Cidade dos Palácios”

Palácio de Mysore. Crédito: Wikimedia Commons

Um quadro de Thomas Hickey, de 1806, imortalizou três princesas de Mysore que fizeram campanha pela vacinação contra a varíola

Três princesas indianas foram importalizadas em um quadro pintado pelo britânico Thomas Hickey (1741–1824). Foi uma iniciativa para impulsionar uma campanha para vacinação contra varíola em Mysore, na época um estado principesco, ou seja, governado pela nobreza indiana. Mysore hoje é apelidada de a “Cidade dos Palácios”.

Quadro, “As Três Princesas de
Mysore”, por Thomas Hickey. Crédito: Artnet

No quadro de Hickey pode-se ver que uma delas está até mesmo com o braço preparado para a aplicação. Aquela era uma época, 1806, em que se acreditava que doenças eram pragas divinas ou resultado de karma ruim.

A rani Lakshmi Ammani (rani é rainha)  encampou a causa porque havia perdido o marido para a doença alguns anos antes.  Ela convenceu outras três princesas a posarem como modelo para o pintor e tomarem a vacina em um ato público. Desta forma, elas serviriam como exemplo para o resto da população: Pattamahisi,  Devajamanni e Sannidhanna. A obra é intitulada O  Retrato das três Princesas de Mysore.

Mysore foi governada pela Dinastia Wadiyar quase que ininterruptamente desde o século 14.  Foi a convite da Companhia das Índias Orientais que Thomas Hickey viajou para a Índia, em 1795, com o objetivo de retratar “o exótico Oriente”, como era o costume dos artistas do país colonizador. Mysore (rebatizada Mysuru) fica a 140 km de Bengaluru (como é chamada hoje a antiga cidade de Bangalore), no estado de Karnataka.

Quem naquela época diria que no século XXI, a Índia, uma potência da indústria farmacêutica, tornaria-se a maior produtora de vacinas do mundo. 

— Equipe Beco da Índia 

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