Como descobrir o mundo real?

Viver apenas no mundo digital é um problema que afeta a saúde mental de muitos, especialmente jovens. A necessidade de colocar um ponto final no estresse tecnológico é cada vez mais evidente. As montanhas de notícias e falsas notícias que recebemos diariamente, e de forma cada vez mais veloz, só piora o quadro. Se há vantagens, e muitas, de vivermos uma revolução tecnológica, há também a desvantagem de vivermos um estado geral de desconforto e ansiedade.

Mas é possível se desintoxicar dos celulares? Sim, e os retiros de meditação são uma das saídas para se livrar desse vício e reconquistar o equilíbrio mental.

Um excelente exemplo de como é possível fazer isso é o de um jornalista que há 20 anos escreve sobre tecnologia e vive na Califórnia (EUA). Farhad Manjoo publicou um artigo no The New York Times em janeiro de 2019, aconselhando as pessoas a meditar todos os dias. Ele contou como foi a experiência de passar o réveillon em um centro de meditação, cercado de endinheirados estressados que também buscavam a mesma coisa.

Veja aqui palestra com a Dr Sara Lazar, do departamento de Psiquiatria da Universidade de Massachussets. A palestra  “Yoga, Meditação e o Cérebro”, em junho de 2019 no Rio de Janeiro, foi realizada por iniciativa do Instituto ZEN Cancer:

Manjoo reconheceu que a tecnologia tem um sentido libertador, mas criou uma cultura de nichos de escolha do seu próprio fato, distorcendo a nossa experiência da realidade diária. O temor de que “os mecanismos cáusticos da internet estivessem corroendo” o seu cérebro surgiu há alguns anos e por isso ele concluiu que era hora de desintoxicar.

Desde 2018 ele já se dedicava à meditação, mas esse foi um processo difícil no início, para quem estava acostumado à loucura incessante digital, com a mente indisciplinada, desfocada. Parar e focar no momento presente era tarefa complicada. Ele passou a ler livros sobre meditação e a experimentar aplicativos.

Primeiro ele incluiu a meditação na sua rotina matinal: de início com 10 minutos diários, até chegar a 30 minutos. Foi nesse estágio que os benefícios da prática, explica Manjoo, ficaram claros.

O jornalista passou a diferenciar o que é importante do que não é, tornou-se uma pessoa mais compreensiva, mais difícil de se tirar do sério no mundo selvagem da internet. Ele também percebeu que não tem mais a sensação angustiante de achar que está perdendo algo quando está fora do mundo virtual. Afinal, o mundo real pode ser muito compensador.

— Equipe do Beco da Índia

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