Saiba como vestir um Sari

No centro da foto, Puja Kaushik, diretora do Centro Cultural Swami Vivekananda, que liderou o workshop de Sari

Como vestir aqueles seis metros de tecido que se adaptam perfeitamente a qualquer tipo de corpo, idade e gênero?  O auditório do Centro Cultural Swami Vivekananda, em São Paulo, lotou rapidamente em uma tarde de fevereiro de 2019, durante um wokshop de sari promovido pela diretora do centro, a indiana Puja Kaushik, com ajuda de várias indianas da comunidade de São Paulo.

“O workshop aconteceu porque várias brasileiras me perguntavam como vestir essa roupa. Eu sempre venho trabalhar de sari e isso atraiu a curiosidade de muitas”, contou Kaushik, que vestiu seu primeiro sari quando já estava na faculdade.

O evento foi um sucesso. A diretora de centro explica que o sari – um tecido não costurado de vários metros, em geral seis _ é milenar. Os primeiro registros dessa roupa indiana vem da antiga civilização do Vale do Indo.  “Quando você observa as antigas civilizações, como a Grega, por exemplo, percebe que a arte da costura veio bem depois”, disse.

O sari tem uma longa história e com ela a constante reinvenção das indianas, que sempre criaram mil formas para vestir essa roupa. O sari é uma das roupas mais democráticas do mundo. Existem os baratos e os caros: dependendo da nobreza de seu tecido. Veste bem pessoas altas, baixas, magras, gordas.  “É uma vestimenta universal e você pode usá-lo da forma como quiser. Essa é a beleza do sari, que celebra você do jeito que você é”, acrescentou Kaushik.

O sari não é necessariamente uma roupa formal. Pode ser uma vestimenta do dia-a-dia, simples, como também um vestido glamouroso de festa, ou a perfeita roupa de trabalho para executivas, acadêmicas ou diplomatas indianas.

Puja Kaushik, diretora do Centro Cultural Swami Vivekanada, ensina a vestir Sari

Outro aspecto interessante dessa vestimenta símbolo da Índia é que o sari pode ser uma peça de herança: mães costumam guardar seus saris prediletos para presentear suas filhas ou noras.  “Há saris que passam de geração para geração. Alguns saris carregam em si uma longa narrativa familiar”, disse.

A diretora do Centro Cultural explicou que as brasileiras que querem usar essa roupa, devem fazê-lo, sem medo de ferir sentimentos ou serem indelicadas com a cultura indiana. “Não é ofensivo para um indiano quando um estrangeiro usa sari. Qualquer pessoa de qualquer nacionalidade, idade ou  classe social pode usar essa roupa,” constatou.

Florência Costa

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