O festival Durga Puja deste ano mostra a luta da deusa contra o ‘coronasura’, o demônio do coronavírus

Imagem de Durga em um Pandal. Crédito: Commons Wikipedia

O Durga Puja é um dos mais populares festival hindu e celebra a shakti, a energia feminina

O  grande festival Durga Puja, em homenagem a essa poderosa deusa hindu que derrota o demônio Mahishasura, é comemorado neste ano sob as restrições da pandemia do Coronavírus. Danças ao som de tambores, banquetes e oferendas se multiplicam no país, diante de imensas estátuas da deusa, especialmente no estado de Bengala Ocidental, onde essa divindade feminina é muito popular.

Neste ano, muitos artesãos esculpiram imagens de Durgas lutando contra o demônio do coronavírus. O inimigo foi batizado de coronasura. A Índia é um dos países com o maior número de casos: 7.8 milhões e 118 mil mortes.

Durga. Crédito: Pixabay

O festival simboliza a vitória do bem sobre o mal. A característica mais importante do Durga Puja –  que celebra o Shakti, a energia feminina –  são os chamados pandals, ou seja, os palcos onde são exibidas as enormes imagens esculpidas de Durga triunfando sobre Mahishasura. Comitês organizados por bairros competem para construir os pandals mais creativos. 

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O artista Rintu Das, de Kolkata,  representou Durga como uma mulher migrante caminhando pelas estradas do país com os filhos, uma referência ao drama dos migrantes no início da pandemia, quando houve um serevo lockdown. Eles andavam quilômetros e quilômetros das grandes cidades, onde trabalhavam, para seus vilarejos no interior.

A pandemia alterou muito o caráter do festival neste ano, com a capital de Bengala Ocidental implemetando medidas restritivas em relação ao festival que normalmente atrai milhares de pessoas às ruas. Tudo isso para evitar um aumento ainda maior no número de casos.

Em termpos normais os pandals são visitados por 10 vários dias pela população, que leva ofederndas para a imagem da deusa. Mas neste ano isso não foi ermitido, para evitar aglomerações.

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 Muitos pandals fizeram acordos com empresas de tecnologia da informação e transmitiram por internet as imagens das estátuas da deusa com oferendas, alguns com vídeos 360 graus, para que os devotos tivessem uma experiência mais intensa..

Segundo a mitologia, o demônio Mahishasura declarou guerra contra os deuses e coube a Durga lutar contra ele para proteger a Terra. Ela é conhecida como a “destruidora do mal” e em seus 10 braços carrega várias armas letais.

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O festival nasceu na Índia antiga mas o primeiro registro oficial da celebração à deusa Durga ocorreu no século 16, na região onde hoje está localizado o esrado de Bengala Ocidental, no Leste da Índia. Nos anos do movimento pela independência da Índia do Império Britânico, Durga era vista como um ícone da luta pela libertação.

— Equipe Beco da Índia

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