Por que o 21 de junho foi escolhido como Dia do Yoga?

Credito: Wikimedia Commons

Uma intensa programação online vai celebrar o Dia Internacional do Yoga, neste domingo, 21 de junho, data estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 2014, a pedido do governo indiano. Às 17h, a Monja budista Coen Roshi e o mestre de Yoga Marcos Rojo vão participar de uma live sobre esta prática milenar indiana na página do Centro Cultural Swami Vivekananda (CCSV), no Facebook e no YouTube.

Há um motivo para a escolha desta data: 21 de junho é o dia mais longo no Hemisfério Norte (onde a Índia está situada), o solstício de verão. Esta data é muito importante na mitologia hindu porque marcaria o momento em que o deus Shiva transmitiu o conhecimento do yoga ao mundo.

A tradição do yoga nasceu na Índia há milhares de anos e é até hoje um importante componente da civilização e da cultura daquele país. A maior referência dessa prática física, mental e ética são os textos Yoga Sutras, que teriam sido compilados pelo sábio Patanjali há muitos séculos.

Mas o yoga foi apresentado ao Ocidente recentemente, no século 19, pelo monge hindu Swami Vivekananda. A palavra yoga vem do Sânscrito: é a união do corpo com a mente, do pensamento com a ação. “Yuj” significa união.

No Ocidente, a prática das asanas (as posições físicas do yoga), alinhadas com o pranaiama (os exercícios de respiração) foram muito difundidas e por muito tempo compartilhadas como exercícios físicos. Mas elas fazem parte de uma prática que vai muito além disso, uma prática que visa preparar as pessoas para a meditação, para o alcance da consciência plena da mente e do corpo.

Este é o sexto ano de celebração do Dia Internacional do Yoga. Mas diferentemente dos anos anteriores, desta vez, devido à pademia do Coronavírus, as comemorações serão online. No Brasil, haverá uma celebração especial neste domingo, das 9h até 18h, organizada pelo Centro Cultural Swami Vivekananda (CCSV), ligado ao consulado-geral da Índia em São Paulo.

Os eventos serão transmitidos nas páginas do CCSV no Facebook e no Youtube. As atividades começarão com um discurso do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, às 9h. O consul-geral da Índia em São Paulo, Amit Kumar Mishra, falará ao público brasileiro e o professor de yoga indiano Sanjay Kumar, que dá aulas no CCSV, fará uma demonstração oficial da prática de yoga.

Em seguida haverá uma apresentação de música indiana e algumas palestras: Yoga para os olhos; Pranaiama; Yoga na Índia (com sorteios); ciência da meditação; Marma Terapia; Raja Yoga; Yoga Cienífico;  Mantras e Bhajans.

A última parte da programação, às 17h, será uma conversa sobre o Yoga entre a Monja Coen Roshi e o mestre de Yoga Marcos Rojo, com a mediação da jornalista Florência Costa, ex-correspondente do jornal O GLOBO na Índia, autora do livro Os Indianos (Editora Contexto) e editora do BECO DA ÍNDIA.

A monja zen budista é representante no Brasil da tradição Soto Shu, com sede no Japão. Ela reside em São Paulo, no Templo Zenji, onde é presidenta do Conselho Religioso da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil e do ViaZen do Rio Grande do Sul. O professor Rojo, formado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP), em 1975, e com pós-graduação em Yoga pelo Instituto Kaivalyadhama, de Lonavla, na Índia, dá aulas de Yoga em São Paulo e criou, em 2005, o Instituto de Ensino e Pesquisas em Yoga (IEPY).



— Equipe Beco da Índia

Seja o primeiro a comentar em "Por que o 21 de junho foi escolhido como Dia do Yoga?"

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*