Quais são os segredos da cidade rosa da Índia

Hawa Mahal. Foto: Florencia Costa

Jaipur, uma cidade colorida e caótica —  com camelos e motos disputando espaços, um símbolo da convivência do antigo com o novo —   é a capital do estado do Rajastão, o maior da Índia, no Norte do país.  Muitos a chamam de “cidade rosa”: algumas de suas construções famosas tem essa tonalidade.

É uma das cidades mais visitadas da Índia, uma das pontas do chamado “triangulo dourado”  da Índia, geralmente o primeiro roteiro feito pelos turistas estrangeiros, que inclui ainda Delhi, a capital,  e Agra, devido ao Taj Mahal.

Construída no século XVIII pelo marajá Sawai Jai Singh II (1688-1744), Jaipur foi a primeira cidade planejada do Norte da Índia: o desenho foi do acadêmico bengalês Vidhyadhar Battacharya. Avenidas cortam a cidade em retângulos e cada um deles abrigavam tradicionalmente artesãos especializados em uma determinada função, como determinavam textos hindus antigos.

Veja aqui este vídeo sobre Jaipur

Jaipur substituiu a ex-capital da Dinastia Rajput dos Kachhwaha, localizada até então na Fortaleza de Amber, a 11 km do centro da cidade rosa. Essa dinastia consolidou seu poder no século 12. Uma de suas maiores atrações é o Palácio da Cidade (City Palace),  que mistura a arquitetura rajastani com a mogól (que se refere aos imperadores muçulmanos de origem persa, turca e mongól, que governaram parte da Índia a partir do século 15). Até hoje, descendentes da família real vivem nesse palácio. Seu museu tem uma valiosa coleção de armas usadas pelos guerreiros nobres do clã dos Rajputs.

Bazar de Jaipur. Foto: Florencia Costa

O grande cartão-postal de Jaipur é uma curiosa construção em tom rosa-terra: Hawa Mahal, ou Palácio dos Ventos, erguido no fim do século 18. Parece uma colmeia, com 953 janelas. Muito mais imponente por fora do que por dentro. Foi construído para ser uma “zenana”, como são chamados os palácios que abrigam as mulheres nobres. Lá, antigamente, elas viviam em purdah (reclusas): observavam o mundo pelas janelinhas sem serem vistas. Foi no fim do século 19 que este palácio das mulheres ganhou o tom roseado, para celebrar a visita do futuro rei Eduardo VII.

O extraordinário Observatório Astronômico de Jaipur é também um ponto alto dessa visita: o Jantar Matar, construído pelo marajá Jai Singh II, apaixonado pelo assunto, em 1727. É o mais antigo observatório da Índia.  Fica no coração da cidade murada de Jaipur, ao lado do palácio real, e contém 16 diferentes instrumentos astronômicos feitos de pedra. Jantar Matar significa “instrumento de cálculo” e foi fundamental para o trabalho dos astrólogos védicos.

O Forte de Amber, que começou a ser construído em 1592, é absolutamente imperdível, considerado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No caminho para Amber, preste atenção ao palácio no meio de um lago: o Jal Mahal (Palácio da Água), erguido no século 18, no meio do lago Man Sagar, como resort da família real.

Florência Costa

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