Que artista retrata o cotidiano da classe média indiana?

Crédito: Jehangir Nicholson Art Foundation

Um dos pintores e artistas gráficos indianos mais icônicos do século 20, Lalu Prasad Shaw se inspira na natureza e na atmosfera que cerca a grande classe média do país

“Arte não precisa ser realista, mas precisa ser absolutamente verdadeira”, diz o pintor Lalu Prasad Shaw, nascido no estado indiano de Bengala Ocidental.

Aos 83, ele se destaca como um dos artistas mais icônicos da Índia do século 20. Baseado na cidade de Kolkota, ele é notável por seu estilo distinto de pintura de retratos.

Lalu Prasad Shaw se inspira principalmente na natureza e no ambiente que cerca a grande classe média bengalesa, muitas vezes retratando cenas agradáveis ​​e tranquilas de sua própria vida em suas telas e papéis. Ele também experimentou com cenários, misturando visuais da vida rural e urbana da Índia, com estilos  minimalistas a inspirados também no cubismo.

Crédito: Mutualart

Formado em artes aplicadas na Faculdade de Artes de Kolkata, ele ficou conhecido por seus retratos altamente estilizados de mulheres e casais. O artista captura brilhantemente as expressões e os rostos de pessoas comuns com grande economia de traços. Cada pintura de homens, mulheres e crianças carrega em si uma intimidade e são recheadas de nostalgia.

A obra de Shaw é influenciada pelas escolas de arte Kalighate e Mughal, além de pinturas budistas e hinduístas das cavernas de Ajanta (no estado indiano de Maharashtra).

Embora ele se descreva como um pintor, Shaw começou a gostar de gravura aos 32 anos de idade e dominou o gênero das artes gráficas após ter trabalhado com entalhes e litografias, tornando-se conhecido como um gravador de reputação tão forte que se igualava à que já tinha como pintor. Em suas litogravuras, ele experimenta com imagens bidimensionais, geométricas e não figurativas.

Shaw expôs extensivamente na Índia e no exterior desde 1956. Seus trabalhos foram exibidos em mostras internacionais de prestígio, como a segunda Bienal Britânica em Londres (1970), as duas Bienais de Gravura Norueguesa (1974 e 1978), a sétima Bienal de Paris (1971), e a segunda Bienal de Arte Asiática, em Bangladesh (1984).

Seu trabalho faz parte das coleções permanentes de várias instituições, como a Birla Academy, na cidade de Kolkota, e o Art Forum, em Cingapura. Seu filho, Partha, também se estabeleceu como artista em Kolkota.

— Equipe Beco da Índia

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