Quem foi o príncipe que abandonou o luxo para buscar respostas sobre o sofrimento?

Siddharta Gautama era de uma família nobre e viveu na região que hoje compreende o norte da Índia e parte do Nepal há cerca de vinte e cinco séculos. O príncipe, que tinha mulher e um filho, decidiu renunciar à vida de luxo no palácio onde morava para buscar respostas para suas inquietações, como a questão do sofrimento. Como ele se tornou Buda, o iluminado, ou seja, um ser que conseguiu se libertar de suas ilusões e falsas percepções sobre a vida?

Tudo começou quando, um dia, ao passear de carruagem fora do palácio, ele viu pela primeira vez uma pessoa doente, depois um velho e um cadáver. Isso o abalou profundamente. Ele percebeu que seu status privilegiado não o protegeria da doença, da velhice e da morte.

O local onde Buda se iluminou: Bodh Gaya, India
Foto: Florencia Costa

O desejo de buscar a paz de espírito surgiu quando ele viu um mendigo. De início, ele se dedicou a práticas ascéticas extremas, prejudicando sua saúde com jejuns radicais e prolongados. A crença na época era de que punir o corpo era o caminho para elevar a mente e que a porta para a sabedoria era encontrada à beira da morte. Mas após seis anos, o príncipe sentia apenas frustração.

Veja aqui um vídeo sobre a história de Buda, narrada por Leta Bushyhead, do Asian Art Museum, com imagens de peças da coleção deste museu:

Ele percebeu que o caminho para a paz era através da disciplina mental. Em Bodh Gaya, no moderno estado indiano de Bihar, ele sentou-se em meditação debaixo de uma figueira, até que ele despertou, e percebeu a iluminação. A partir de então, ele seria conhecido como o Buda, o Iluminado. Ele passou o resto de sua vida ensinando as pessoas a perceber a iluminação para si mesmas. Buda morreu em Kushinagar, localizado no que hoje é o estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, por volta de 483 a.C.

— Equipe do Beco da Índia

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