Quem foi o craque indiano do mundo dos livros

Ele já foi chamado de “Fred Astaire da edição”. Publicou obras de ganhadores do Prêmio Nobel, como Kazuo Ishiguro e Toni Morrison, e de escritores homenageados com o Pulitzer e Booker Prize. Seu faro infindável detectou minas de ouro como “Cinquenta Tons de Cinza”, de E.L.James, e foi responsável pela publicação das memórias do Papa João Paulo II e dos ex-presidentes George H.W. Bush e Bill Clinton.

O indiano Sonny Mehta, casado com a escritora e cineasta Gita Patnaik, era minucioso e dedicado aos livros. Tornou-se uma lenda no mercado editorial. No dia 30 de dezembro de 2019, Mehta morreu aos 77 anos devido a problemas relacionados a uma pneumonia. Nascido em Nova Delhi, ele estava radicado nos Estados Unidos, onde dirigia a editora Knopf desde 1987.  Foi um desafio e tanto. Antes dele, a editora teve apenas dois dirigentes em 100 anos: Robert Gottlieb e o próprio fundador Alfred A. Knopf.

É comum na Índia os filhos seguirem a profissão da família. Mas Mehta, que quando criança viveu em cinco países, resistiu ser diplomata, como o pai, Amrik Singh Mehta, um dos escolhidos por Jawaharlal Nehru (o primeiro governante da Índia independente) para integrar a primeira turma de diplomatas do país.

Em 1965, Mehta passou por sua primeira editora: a Rupert Hart-Davis, em Londres, seguindo depois para a Granada e Pan Books. Ele ajudou a fundar a Paladin Books e publicou autores como Ian McEwan, Salman Rushdie, Jachie Collins e Stieg Larsson. “Eu estou convencido de que tenho o melhor emprego do mundo”, disse certa vez. Ele contava que sempre encontrou conforto entre livros e manuscritos: “Eu passei a maior parte do meu tempo lendo. Eu quero ser lembrado não como editor, mas como leitor”.

— Equipe do Beco da Índia

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